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MANIFESTO DELLA PROPORZIONALITA'

SUMÁRIO
Índice de ilustrações |
04 |
Introdução e conceitos básicos |
05 |
Parte 1. |
|
Breve história evolutiva do mundo |
17 |
Parte 2. |
|
A idade moderna ou os últimos 500 anos |
19 |
2.1.TRIMs-Trade related investment measures- acordo de investidores |
26 |
Parte 3. |
|
O Show do Jogo Mundial em que jogamos |
29 |
Cenário 01 – Energia |
30 |
Cenário 02 – Ambiente |
31 |
Cenário 03 – Circuito de Feedback. Cérebro e CCF |
33 |
Cenário 04 – Núcleo reprodutivo, família |
36 |
Cenário 05 – Prestusuárias e agendonomia (Instituições e trabalho) |
37 |
Cenário 06 – Organização tribal, comunitária, municipal |
41 |
Cenário 07 – Microrregiões dentro de um estado |
43 |
Cenário 08 – Estados de um país |
43 |
Cenário 09 – País, comando nacional. Tipos de hegemonia ou poder |
44 |
Cenário 10 – Países vizinhos e seus jogos triádicos |
46 |
Cenário 11 – Países proletários ou “repúblicas do caos” |
46 |
Cenário 12 – Países semi-industrializados, “emergentes” |
47 |
Cenário 13 – Países pós-industriais, financistas |
48 |
Cenário 14 – Condução planetária |
49 |
Cenário 15 – A cultura tri-una ou o mundo virtual |
50 |
Cenário 16 – Escatologias ou o futuro imaginado |
51 |
Parte 4. |
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Manifesto 1 |
53 |
Manifesto 2 |
57 |
4.1. Comentários |
59 |
Manifesto 3 |
64 |
4.2. Coleção de sugestões para um programa em 14 subsistemas |
65 |
Signatários |
73 |
Glossário |
74 |
Bibliografia |
83 |
ÍNDICE DE ILUSTRAÇÕES
FIGURA |
Pag. |
Fig. 01. Figuração do principio tri-uno. |
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Fig. 02. Visão horizontal e vertical do cérebro. |
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Fig. 03. Visão tri-cérebro-grupal. |
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Fig. 04. Pirâmide tridimensional de subgrupos. |
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Fig. 05. Retângulo áureo, lei da proporcionalidade e curva de Gauss. |
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Fig. 05.1. Aproximação à proporcionalidade cujo centro é o ponto de ouro. |
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Fig. 06. Del monocerebrar al tricerebrar. |
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Fig. 07. Historia condensada do mundo. |
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Fig. 08. Idade Moderna e seus ciclos. |
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Fig. 09. A ideologia anglo-americana. |
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Fig. 10. Show do jogo mundial em 16 cenários ou círculos. |
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Fig. 11. Energia como principio tri-uno. |
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Fig. 12. Sistema e fluxo da energia. |
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Fig. 13. O tricerebrar e o CCF – Ciclo Cibernético de Feedback. |
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Fig. 14. O tricerebrar como definidor de três blocos de necessidades. |
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Fig. 15. Relações triádicas na família. |
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Fig. 16. Prestusuárias, agendonomia em três blocos. |
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Fig. 17. Evolução/constituição natural de comunidades. |
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Fig. 18. Ordem em que se dá a violência tri-grupal. |
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Fig. 19. Diferentes arranjos dos três poderes máximos em luta. |
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Fig. 20. Hierarquia de países. |
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Fig. 21. Três blocos do jogo de poder planetário. |
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Fig. 22. Representação teórica/virtual das três realidades. |
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Fig. 23. Determinismo e desejo entre dois pólos de tensão. |
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Fig. 24. Iscação das vítimas. |
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Fig. 25. Manifesto da proporcionalidade - 1. |
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Fig. 26. Níveis de vivência. |
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Fig. 27. Paradigma do comando mundial e os subgrupos que direcionam… |
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Fig. 28. Jogo tri-grupal da agendonomia. |
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Fig. 29. Manifesto da Proporcionalidade - 2. |
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Fig. 30. Modelo atual de município, estado, país. Modelo Proporcionalista |
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Fig. 31. Modelo proporcionalista de município, estado, país. |
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Fig. 32. Burocracia do poder econômico anglo-americano. |
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Fig. 33. Jogo triádico entre ramos de negócios e suas prestusuárias. |
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Fig. 34. Manifesto da Proporcionalidade - 3. |
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Fig. 35. Níveis de desenvolvimento e desempenho do tricerebrar |
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Fig. 36. Níveis de Agendonomia e Níveis de Vivência |
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Fig. 37. Gradação de desproporcionalidade/proporcionalidade |
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Fig. 38. Sociograma/ciclo familiar e sua culminação na vida adulta |
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INTRODUÇÃO E CONCEITOS BÁSICOS
Este Manifesto refere-se ao esgotamento do ciclo da Idade Moderna ou dos últimos 500 anos e à transição para uma Idade Pós-Moderna ou da Globalização marcada pela sua revolução microeletrônica.
Os últimos 500 anos desencadeados pela Revolução Protestante/Burguesa foram dominados pelo ordenamento do Estado, do mercado, do projeto científico e sacral-religioso feito pelos anglo-saxões, em rivalidade com outros povos europeus. Neste contexto, a partir do século XVII, impôs-se a hegemonia britânica que, após a Segunda Guerra Mundial e o Bretton Woods (tratado da nova ordem mundial que criou a ONU, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e impôs o dólar como moeda internacional para substituir a libra esterlina), teve que se submeter à hegemonia norte-americana, formando o império anglo-americano.
Este poder hegemônico imperial, com seu modelo de democracia, de livre mercado, de racionalidade e de ética messiânica protestante, sofreu ataques religiosos, científicos, econômicos e políticos de toda parte. E venceu a todos. Entre os mais notáveis fatos históricos dessa resistência derrotada podem-se destacar as guerras religiosas movidas pela Igreja Católica Romana; Napoleão Bonaparte e seu projeto imperial francês; a Primeira (1914-1918) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), lançadas pela Alemanha.
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O último e mais importante desafio a essa hegemonia anglo-americana foi a ideologia dialética – tese, antítese, síntese - de Hegel e sua aplicação feita por Marx/Engels, visando a substituição do paradigma racionalista e neomessiânico anglo-americano, criando o correspondente experimento neomessiânico socialista liderado pela ex-URSS até 1991. |
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Com o colapso da URSS, rompeu-se o precário equilíbrio de poder mundial e instalou-se o triunfalismo soberbo e unilateral do bloco anglo-americano com a adesão mais explícita de Israel de cuja criação foi o patrono. Ao discurso messiânico e ideológico da lei do mais forte e do ”livre” mercado, com sua pretensão de “fim da história”, de globalização/unificação de mercados, preconizada e transformada em doutrina pelo Consenso de Washington e, em legislação, ainda que privada, pelo TRIMs (Trade Related Investment Measures – Acordo de Investidores), o mundo responde apenas com palavras de ordem e com protestos contra a globalização, isto é, com o vazio ideológico e a ausência de propostas alternativas globais.
Daí a necessidade de um novo suporte teórico/ideológico para que a humanidade se perceba de maneira nova no processo de globalização ou de transição para um novo ordenamento político, econômico e espiritual, como parte do ecossistema global: humanidade co-proprietária, co-responsável e co-criadora de um novo mundo possível. Esta nova autopercepção e interpretação inclusivista começam por um novo enfoque do planeta e de todos os seus ocupantes e elementos, chamado “Show do Jogo Mundial” – uma nova teoria da globalidade na qual cabem todos, sem excluídos e sem vítimas (ver Fig. 10). Daí deriva uma proposta de um outro mundo possível, chamada “Manifesto da Proporcionalidade” com Democracia Direta, apresentado gradualmente, como Plataforma 1, 2, 3 etc.
O Show do Jogo Mundial é um referencial (um gráfico, um mapa, um quadro organizador e processador de conceitos) para se entender o planeta e tudo o que existe nele, de forma integrada, como um grande ecossistema, uma grande rede interdependente que se autocria, se auto-organiza e se autocomplexifica triadicamente, sem fim. Para ler e entender o Show do Jogo Mundial mais facilmente, é necessário familiarizar-se com alguns conceitos básicos como o princípio tri-uno, o jogo tri-cérebro-grupal, o método da tri-unidade universal e os conceitos daí derivados, alguns apresentados a seguir e, outros, no Glossário, ao final.
O que é o princípio tri-uno ou uni-triádico?
É o macroconceito, o conceito gerador central, tomado da física quântica que comprovou que a energia existe e se move como tri-membrada, trípode, trios, três elementos que se “empurram”, se complementam, se definem, se “criam”, se enxergam, se comunicam e se ajustam entre si, em três ou mais posições rotativas num acontecer contínuo. A autoridade científica maior nessa área é Murray Gell-Mann 1 , que batizou esses três elementos de “quarks”. Estes vivem como “triplets” (trigêmeos siameses), mas fazem rodízio nas três posições, como num caleidoscópio. E, ao trocar de posição e agregar-se a outros conjuntos tri-unos em dança rotativa, criam novos eventos tri-membrados, novas relações sistêmicas e toda a evolução rumo a qualquer grau de complexidade.
“Fundo comum neutro“ quer dizer que o elemento que está nessa “terceira” posição é ambivalente, pode combinar-se, aliar-se tanto com o elemento da primeira como da segunda posição, como o nêutron do átomo, que pode “completar” tanto o próton como o elétron. “Pela rotação, cada lado se converte no seu oposto ou vai para o fundo comum neutro” - pode-se observar muito bem em política: aquele que derruba um governo “adquire” os vícios do que era seu contrário; e o governo que caiu se anula, tornando-se neutro ou passa para a oposição e “adquire” os vícios do que antes era seu oposto.
Embora inseparáveis e “cúmplices” ao longo e largo de toda sua coreografia, esses elementos tri-membrados marcam, ocupam e são três posições – positivo, opositivo (negativo, contrário) e neutro. Mais freqüentemente, eles estão em jogos de dois contra um ou de dois em competição e um terceiro em cooperação com um dos competidores, o que chamamos jogo tri-uno ou triádico, em ciclos sem fim. Todos os seres são composições sistêmicas de um mínimo de três ou mais elementos/posições/forças da energia em contínuo movimento ou jogo de inter-relações – dois em contradição/competição e um que coopera com um dos outros dois. Tudo é três em um – unidade tripartite - e cada um é sempre um de três: próton, elétron, nêutron; mãe, pai, filho; eu, tu, ele; direita, esquerda, centro; superior, médio, inferior etc.
A ciência explica isso em movimentos circulares trifásicos ou campos de três faces como “matéria-transição-antimatéria”; “ordem-transição-desordem”; “entropia-homeostase-neguentropia”. As intuições religiosas explicam o mesmo como “espírito-encarnação-matéria”; “bem-neutro-mal”; “Deus-homem-diabo” etc.
Esse princípio tri-uno da energia, não importa as denominações divinas ou diabólicas ele possa ter recebido, é a dinâmica governante ou o motor oculto da autopropulsão de toda a sinfonia universal e da história econômico-política, científica e religiosa do planeta.
Que conseqüências traz o descobrimento do princípio tri-uno e seu jogo tri-uno?
Antes, a humanidade percebia a si mesma como produto de uma causação única, “unádica”, monádica ou monolética, simples, e assim atuava por acreditar que a natureza é feita de partes sem um todo ou sem um desenho unificador. Depois, percebeu-se como produto da causação “bi-una”, diádica ou dialética e tentou atuar assim nos últimos 150 anos, porque acreditou ter descoberto a contradição como princípio motor da história. Agora começa a perceber-se como co-produto e co-criadora em co-causação tri-una, triádica ou trialética sistêmica, e terá que começar a atuar assim para sobreviver a mais longo prazo, porque acreditamos ter descoberto que a contradição, a cooperação e a neutralidade são somente os três lados de um mesmo fenômeno, as três caras de uma mesma esfinge: a energia tri-una, o ser tri-membrado, uma unidade tripartite.
Para a compreensão do Manifesto da Proporcionalidade com Democracia Direta, é muito importante distinguir esses conceitos de forma clara: “Monádico” é uma expressão que indica unidades simples e separadas na teoria e, seu correspondente modo de atuar individualista, segregacionista na prática; o termo “diádico” refere-se a “unidades” duais dispostas em duplas e, a seu correspondente modo de atuar ou de luta de opostos na prática; o termo “triádico” indica tri-unidades ou conjunto de partes dispostas em jogos de três, complementares, em combinações variáveis e, seu correspondente modo de atuar proporcionalista na prática.
O que é o jogo tri-cérebro-grupal?| - Ao descobrir que tudo se move, se relaciona, e coexiste com um mínimo de três, as neurociências começaram a redefinir o cérebro como um sistema tri-uno, tri-membrado 2 , que integra suas funções num único ciclo de informação, de criatividade e de realização. | ![]() |
O cérebro esquerdo se rege pela ciência e razão; suspeita da fé religiosa e despreza os negócios. O cérebro direito se rege pela intuição, credulidade e religião; condena a razão e se desinteressa pelos negócios deste mundo presente. Aqui vale recordar a máxima: “O coração (cérebro direito) tem razões que a razão desconhece” e vice-versa. O cérebro central se rege pelo trabalho e pela experiência; usa os dois primeiros na busca de sexo, poder e dinheiro – pragmatismo - até tornar-se um vício ou uma paixão que nega os outros dois cérebros ou que não se deixa convencer nem pela razão de cérebro esquerdo, nem pela fé em valores éticos e morais do cérebro direito.
Em relação a dinheiro, o cérebro direito é esbanjador, o cérebro central é economizador e o esquerdo é só teorizador. No impulso de escalar níveis sempre mais altos de oficialismo, um indivíduo ou grupo se torna cada vez mais canalha e atua cada vez mais como monstro; quando entrega, com pesar, algumas migalhas para se fazer passar por benfeitor, acaba sendo considerado um “canalha do bem”! O cérebro central tem razões/armas que as razões do cérebro esquerdo e direito desconhecem. Ele só se detém frente às armas/razões de outro cérebro central, ou seja, pela força.
Quando um sistema está na defensiva, e não na ofensiva ou conquista como descrito antes, seus três cérebros se regem de maneira diferente. O esquerdo usa a mentira, a inveja, o preconceito, a hipocrisia; o direito utiliza o orgulho, a vaidade, o esnobismo, o desprezo, a psicopatia; e o central manifesta a raiva, a paranóia, a agressão, o instinto assassino.
O cérebro central é o instinto inconsciente e determinista de sobrevivência de qualquer sistema, sendo, por isso, o favorito da energia-natureza, dos genes, do jogo triádico ou dos deuses. Porém, os três cérebros operam em conjunto e como complementos um do outro, principalmente na espécie humana. Trata-se somente de diferentes arranjos tricerebrais, com ou sem proporcionalidade.
O que faz o tricerebrar pelo sistema que o adquiriu?
O sistema tricerebral ou sistema nervoso é o “piloto” de qualquer ser. Para tal, faz uma tri-captação da realidade do entorno como sendo jogo(s) triádico(s), interpretando-o(s), recriando-o(s) ou distorcendo-o(s) para gerar estratégias vantajosas de informação, sobrevivência/reprodução e gozo, o que se pode sintetizar como busca de satisfatores tricerebrais (ver Fig. 14 e ver “satisfatores no Glossário). Gerar “estratégias” é o mesmo que criar comportamentos ou arsenais tricerebrais para maximizar os ganhos de satisfatores em tudo e qualquer jogo dentro de toda a rede tridimensional de sistemas. São três subgrupos de comportamentos que correspondem à estrutura/posição dos três cérebros de cada sistema - ou pessoa - entre os humanos. Daí o conceito tri-cérebro-grupal.
Como se dá a conexão entre os três cérebros e os três subgrupos?
Do cérebro central, que corresponde ao filho predileto da energia-natureza, deriva-se um conjunto de comportamentos cujo denominador comum é o “subgrupo oficial ou o oficialismo”, aproximadamente 25% de um todo. É um cérebro de lógica simplista porque é monádica. É a lógica da conveniência unilateral: o que é bom para mim é bom para todos; o que é bom para o patrão é bom para todos; o que é bom para os EUA é bom para todos… Critério leonino, segundo o qual o oficialismo faz o que é de sua maior conveniência, seja isso verdade ou mentira, legal ou ilegal, democrático ou não. Seu êxito é sempre autodefinido como bom, verdadeiro e santo, não importa o que aconteça com os demais. É a encarnação da ortodoxia. O oficialismo ama a grandeza, o endeusamento, sente-se predestinado e autorizado a guiar e usar indivíduos, organizações e povos, como favorito do jogo tri-cérebro-grupal que é. Se o oficialismo é moderado, justo, responsável pelo bem comum triádico incluindo o seu – se é proporcional (ver o que é proporcionalismo, mais adiante) – constitui-se numa bênção. Se for desproporcional – o máximo para ele e o mínimo para os demais – gera maldição e desgraça, inclusive para si mesmo, porque acelera a rotação triádica.
| Do cérebro esquerdo se deriva um conjunto de comportamentos cujo denominador comum é o “subgrupo antioficial ou o antioficialismo”, cerca de 8% de um todo. Sua lógica é contraditória: o contrário, o diferente, a heterodoxia, o oposto ao que está aí, será uma alternativa melhor, sempre. O antioficialismo ama sentir-se profeta, proclamar desgraças e prometer redenções. | ![]() |
Do cérebro direito se deriva um conjunto de comportamentos cujo denominador comum é o “subgrupo oscilante ou o oscilantismo”, cerca de 62% do todo. Sua “lógica” são os provérbios. os slogans e as citações de seus livros sagrados. O oscilantismo ama ser guiado, seduzido, enganado e consolado com religiões e iscações ou promessas inalcançáveis, sempre adiadas (ver Fig. 24)..
Como tudo está em expansão e forma hierarquias, o processo tri-cérebro-grupal se desenvolve ou se expande num mínimo de quatro níveis – como uma divisão de trabalho. O nível de execução que se refere ao fazer mecânico; o nível de supervisão que se refere a animação e controle; o nível de assessoria que se refere a conhecimento técnico e planejamento; o nível de direção que se refere a decisões macroestratégicas e administração (ver “Níveis” no Glossário). Pode-se dizer que tudo é um jogo tri-cérebro-grupal para maximizar os satisfatores nos quatro níveis tricerebrais.
Pela inevitável e incessante rotação de posições, cada subgrupo/posição se converte em seu contrário ou vai para o fundo comum neutro que é o oscilante.
O que é o jogo triádico ou tri-grupal?
É o esforço que os três subgrupos formados pelos três diferentes tipos de organização tricerebral fazem para obter mais ganhos na disputa por meios de sobrevivência/reprodução, chamados agora “satisfatores tri-cérebro-grupais” – porque satisfazem às correspondentes necessidades em cada um de seus quatro níveis. O resultado de qualquer jogo depende do arranjo tricerebral do jogador individual, empresarial, nacional e de seu desempenho em cada um de seus quatro níveis.
Um dos subgrupos joga na posição oficial, que é de liderança, coordenação, comando, imposição de burocracia para mais controle de trabalho, de produção/desfrute dos satisfatores, da ordem conservadora, linear, da ortodoxia e de uma legislação que o proteja. A desigualdade lhe parece natural, quando a seu favor.
Outro dos subgrupos joga na posição antioficial, que é romântica, anarquista, herege, opositiva, competidora, crítica, desafiante, não linear, heterodoxa e de insurreição para a mudança. A desigualdade lhe parece uma aberração e uma indignidade.
O terceiro subgrupo joga na posição intermediária, chamada oscilante, que é membro/trabalhador neutro, indefinido, disponível, ambivalente como um coringa, para seguir, cooperar e favorecer quase sempre ao oficial e, algumas vezes, ao antioficial, na busca de equilíbrio do conjunto tri-uno, ainda que instável, sempre oscilando.
Tomando o átomo como exemplo, o próton seria o oficial; o elétron, o antioficial; e o nêutron, o oscilante. Em política, a direita seria o oficial; a esquerda, o antioficial; e o centro, o oscilante. Em relação ao cérebro, o tronco e miolo central (cerebelo, corpo caloso etc.) seriam o oficial-diretivo; o lado ou hemisfério esquerdo seria o antioficial informativo; e o lado ou hemisfério direito seria o oscilante-solidário. A rotação de posições sempre forma hierarquia em pirâmide triangular.
O que é o oficialismo?
| Usamos o conceito “oficialismo” para referir-nos à soma de todos os micro, meso e macroníveis de poder de todos os jogos triádicos - desde o cérebro central, o pai ou a mãe de família; o diretor de escola; o porteiro do condomínio; o chefe da religião ou seita; o presidente do clube, do centro de investigação; o dono ou gerente da micro e macroempresa, do sistema bancário, da política local, nacional, continental e planetária - porque formam uma só hierarquia ou burocracia, instintivamente coerente no conjunto político-econômico-sacral, porque o cérebro central lhes imprime uma só vontade e um só estilo. | ![]() |
Como os três subgrupos são indispensáveis (veja adiante o que é oficialismo proporcional e desproporcional, bem como antioficialismo e oscilantismo) o problema é como tirar de cada subgrupo os meios ou poder para causar a desproporção (o mal) aos demais. O jogo triádico não pode ser suprimido; nenhum dos três subgrupos pode ser suprimido, como tentam em vão os ditadores e os anarquistas.
A todos os níveis de contrapoder, contracultura, contracampo, contradição ou oposição nos referimos como “ antioficialismo ”.
A todos os níveis de neutralidade, indiferença, periferia ou seguidores ambivalentes, nos referimos como “ oscilantismo ”.
Os três sofrem pressão para fugir da “minimocracia” ou entropia (decadência, pobreza, morte) e, uma atração rumo à expansão e aquisição máximas que chamamos “maximocracia” ou neguentropia (acumulação tricerebral sem fim e sem descanso). O medo da minimocracia e a imantação da maximocracia geram competição feroz, abundancia/carência, felicidade/desgraça. Nesse cenário de “luta pela sobrevivência” impõem-se os oficialistas depredadores, em cima de uns poucos e sempre vitimados opositores, e de um montão de impotentes vítimas oscilantes. Para controle dessas tendências do jogo tri-cérebro-grupal nasceram todas as utopias, todas as religiões, todas as guerras, revoluções e formas de Estado.
As “leis/regras de mercado ou de competição” são, evidentemente, as impostas pela maximocracia do oficialismo, desafiadas pelo antioficialismo atrevido, e pagas pelo saqueado oscilantismo, vitimado por sua crença ingênua no mito da competição perfeita, da sabedoria da mão invisível, e no mito da igualdade de oportunidades, onde sempre há uns poucos “mas iguais que outros”.
Que relação há entre o conceito de oficialismo, de classe social e elites?
O conceito de “classes” refere-se ao jogo triádico visualizado na dimensão vertical – alta, média, baixa, como ilustrado na Fig. 4. Porém, não há somente os três subgrupos verticais. Há divisões/jogos horizontais dentro de cada nível e, alianças transversais entre subgrupos de diferentes níveis, chamadas coalizões. Se, além de ver a Fig. 4, examinamos a Fig. 10, serão muitos mais os jogos verticais, horizontais e transversais que se podem ver e combinar no Show do Jogo Mundial, onde o conceito de classes é de aplicação muito restrita.
Ademais, o que constitui as hierarquias ou as classes são os jogos horizontais em cada nível ou cenário, dos quais resulta o posicionamento vertical entre ganhadores e perdedores. Além disso, cada uma das chamadas - classes - é, por sua vez, triádica, tem rachaduras ou facções que conduzem a coalizões transversais com outros níveis ou classes. Assim, será melhor referir-se a toda a problemática do trabalho, da distribuição da riqueza, da regulação da convivência pela política e pelas religiões, como um grande jogo mundial tridimensional de subgrupos, que se pode decompor em seus jogos triádicos menores em cada nível, em cada cenário, até a fonte de todos os jogos que é a energia tri-una, concretizada e enraizada, para nós humanos, no jogo tri-cérebro-grupal.
O conceito de “elites” se assemelha ao de classe alta em contraposição às ralés. Tem, além disso, a conotação de “os melhores”, “os de cima”, “a nobreza” etc. Mas isso só mostra o jogo triádico vertical, piramidal e impede a visão dos jogos/conflitos horizontais e a transversais. O conceito de três subgrupos abarca e explica muito mais: onde há um jogo triádico há um oficialismo, um antioficialismo e um oscilantismo, seja na colméia de abelhas, na colônia de orangotangos, na tribo, na família, na escola, na política, no mercado, numa seita religiosa etc. Vê-se por aí que “elite” é um conceito muito restrito, de aplicação somente aos subgrupos oficiais mais altos da pirâmide social, embora subgrupos oficiais existam entre as abelhas, os orangotangos, numa quadrilha, numa família, numa escola etc.
Que relação há entre o jogo triádico e a evolução por seleção natural?
Ambos os conceitos referem-se ao processo evolutivo. Uma diferença é que a teoria da evolução, inicialmente, referia-se à origem das espécies pelo princípio somente da competição, sem incluir o animal humano “civilizado”, enquanto a teoria do jogo triádico não separa o mundo físico, do mundo animal e do mundo “civilizado”; e o princípio que move a evolução-transformação-hierarquização não é só a competição entre dois elementos, mas a competição-indiferença-cooperação entre três elementos. A idéia de “seleção natural”, ou da vitória e sobrevivência do mais apto, supõe duas coisas: a) que há jogo triádico; b) que há um só ganhador e que os demais são perdedores. Isso se deve ao fato de que Charles Darwin era cidadão imperial britânico. Nesse reino imperial, tudo era só competição-vitória pela força e terminava com um só ganhador: o império britânico. É o princípio monádico e é a entronização do cérebro central (Fig 9). A teoria do Show do Jogo Mundial é universalmente uni-triádica, ou tri-cérebro-grupal para os humanos, e o resultado dos jogos entre os três subgrupos humanos deve ser: ganha-ganha-ganha proporcionalmente (e não: ganha-perde-perde; tampouco, ganha-ganha-perde).
O que é proporcionalidade?
- Pelo cérebro direito, é o belo, o harmônico, o agradável como uma obra de arte humana ou da natureza.
- Pelo cérebro esquerdo, é a lei matemática da média e extrema razão, como na ilustração abaixo, no meio, que se lê: A está para b, assim como b está para c , e vice-versa. Essa razão é de 1,618 ou seu inverso 0,618 e recebeu o símbolo F que se lê PHI ou FI.
- Pelo cérebro central, é uma ordem justa na composição das partes de um todo e na partilha dos satisfatores tri-cérebro-grupais, que está ilustrado pela tartaruga, tomada como exemplo de distribuição pela curva de sino ou curva de Gauss, à direita.
Este modelo gráfico ilustra a lei da proporcionalidade, que se representa pela média e extrema razão, ao centro do gráfico. O quadro à direita representa o retângulo áureo que expressa a mesma lei – 62% de base e 38% de altura. A tartaruga está expressando a mesma lei representada pela curva de Gauss ou curva de sino.
Há proporções, limites, medidas, parâmetros e controle para evitar os extremos em tudo, seja no hemograma, na pressão arterial, na velocidade dos veículos, no peso dos corpos e no prazo de duração de tudo. A fórmula mais universal desses limites é a lei da proporcionalidade.
Essa lei da composição/distribuição das partes de um todo pode ser percebida no formato (retângulo áureo ou seção áurea) de cartazes e livros; na arquitetura; na órbita elíptica dos planetas; na maioria dos templos etc. Os módulos proporcionais são recorrentes ou repetitivos em escala menor ou maior, como num braço: ao dobrá-lo no cotovelo (o ponto de seção/articulação dos dois módulos se chama “ponto de ouro”) temos o módulo de aproximadamente 62% (mão e antebraço),ficando o braço com aproximadamente 38%. Ao repetir a operação entre a mão e o antebraço, ao dobrar o pulso, a escala proporcional se repetirá. Isso foi o que notaram Pitágoras, Platão, Euclides, Luca Pacioli e seu amigo Leonardo da Vinci, Kepler e outros. O matemático proporcionalista Carl Friedrich Gauss defendeu isso quando propôs a lei das distribuições harmônicas pela curva em forma de sino, como na tartaruga.
Este modelo gráfico ilustra a “Proporção Áurea” ou “Ponto de Ouro” que é a distribuição em módulos ou porcentagens de aproximadamente 62% por 38%, repetitivamente, embora em diferentes escalas. A desproporção ou distanciamento do Ponto de Ouro pode dar-se em diferentes graus, como ilustrado pelos dois triângulos opostos ao centro do modelo, um com a distribuição de pessoas e outro com a distribuição de tri-satisfatores, quase sempre em razão inversa ainda que não tão simétrica, que se lê: 38% de pessoas/subgrupos com 62% de tri-satisfatores e 62% de pessoas/subgrupos com 38% de tri-satisfatores etc. Nas extremidades, se observa a desigualdade aberrante: enquanto 10% de la população se apropria de 90% dos satisfatores (riquezas) 90% da população se vê obrigada a sobreviver com 10% dos satisfatores.
A coluna dos números à direita do gráfico acima é a “série Fibonacci”: seqüência numérica em que o número seguinte é a soma dos dois anteriores - 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55 etc. Ao dividir qualquer número pelo imediatamente anterior obtém-se, aproximadamente, a relação ou razão da proporcionalidade: 1,618; a operação inversa resultaria em aproximadamente 0,618.
As diferenças entre minivivência e os demais níveis mais altos serão proporcionais se corresponderem aproximadamente à “série Fibonacci”. Esta serve também para estabelecer a diferença proporcional numa escala de ganhos mínimos (piso mínimo) e ganhos máximos (teto máximo) entre prestusuários/categorias de agendonomia (trabalho) e entre países. Nos países mais adiantados e proporcionais, a média dos ganhos mais altos é aproximadamente 21 vezes superior aos ganhos do piso mínimo (embora aí somente se considerem ganhos em dinheiro ou renda per capita ). Nos países subdesenvolvidos, a média dos ganhos dos subgrupos oficiais mais altos supera em mais de 100 vezes (!!!) os ganhos dos mais baixos dos injustiçados.
A série Fibonacci serve, também, de referencial para o princípio da equivalência: cada um tem direito a retirar tanto quanto dá de si mesmo nos diferentes níveis de prestusuarismo (produção e consumo de satisfatores). Ou seja, quem quer esforçar-se, capacitar-se e dedicar-se mais ao prestadismo (agendas prestadias) de nível 2, 3 ou 4 retirará o correspondente em satisfatores ou em valor, como usuário.
Essa lei da proporcionalidade pode estabelecer as diferenças aceitáveis, “naturais”, funcionais e de menor fricção entre vários níveis ou estratos socioeconômicos de vivência, evitando os distúrbios da igualação e desigualação máximas num país e entre países. Não valem os extremos, nem a unilateralidade. Entre o individualismo e o altruísmo ou entre o individual e o coletivo, por exemplo, não vale afirmar que se cada um cuidar de seu interesse máximo, a mão invisível ajeitará as coisas para que tudo redunde em bem comum. Haverá sempre alguma proporção que se aproxime de uns 62% para o indivíduo e 38% para o altruísmo ou o coletivo, para que seja possível uma convivência mais pacífica.
Como e por que se dá o distanciamento do ponto de ouro rumo à desproporcionalidade?
Como cada indivíduo e cada subgrupo buscam sempre a maximocracia - a otimização, a produtividade e os ganhos máximos para seu lado - organizam seus estratégias, meios, tecnologias e truques, que chamamos arsenais , para realizá-la.
O arsenal do oficialismo é o monopólio da força, da lei, dos satisfatores, dos meios de comunicação e da representação dos deuses, para escravizar e explorar os demais. O oficialismo impõe sua lógica monádica, segundo a qual ele é o eixo do bem, da verdade e da santidade; e todos os que lhe resistem são o eixo do mal, da mentira, do pecado e têm que ser eliminados ou derrotados. Não é a lógica da democracia, da justiça ou do bem comum como proclama, para seguir enganando: é a lógica de sua exclusiva conveniência, convertida em fim que justifica todos os meios.
O arsenal do antioficialismo tem o mesmo objetivo, mas apresentado ao inverso, como num espelho, fazendo-se passar por justiceiro, restaurador do bem, da verdade e da santidade, destruídos pelo oficialismo. Para tanto, seduz o oscilantismo e o organiza para a pressão, a clandestinidade, o terrorismo, a revolução para a derrubada e substituição do oficialismo existente.
O arsenal do oscilantismo é desejar e implorar pequenos benefícios e migalhas ao oficialismo e ao antioficialismo, alternadamente. O máximo a que chega é criar, em seu reduto geográfico, pequenas e pouco duráveis organizações, imitando as do oficialismo ou antioficialismo, como as organizações familiares, pequenas associações, quadrilhas etc.
Como o oficialismo anglo-americano prega e impõe o livre mercado, a livre iniciativa - quando sabe que vai ganhar - os demais acreditam nessa lorota e querem imitá-lo. Com isso vai-se armando mais e mais competição, mais e mais violência que só fazem distanciar mais e mais os três subgrupos do ponto de ouro da proporcionalidade.
A desproporção criada por qualquer dos três subgrupos – nesse tipo de conduta o subgrupo oficialista é quase sempre o campeão - gera anarquia, tirania, insegurança, sofrimento e ímpetos furiosos de mudança por parte dos que se sentem vítimas. A desproporção não se dá de um só golpe; ocorre ao longo de um ciclo co-evolutivo que começa proporcional; cresce aumentando a desproporção a favor do subgrupo oficial e do oficialismo ou oligarquias monopolistas de turno, e apodrece e finaliza porque outros subgrupos usam de alguma forma de violência para sacudir a violência oficialista que se tornou insuportável para eles.
Embora os ciclos de renovação-progresso-corrupção sejam inevitáveis em todo o Show do Jogo Mundial, o grau de aproximação ou distanciamento do ponto de ouro depende cada vez mais dos três subgrupos humanos. Paz, harmonia, beleza, ordem, justiça, ética são valores para a proporcionalidade na estruturação, no funcionamento, na cooperação/competição de todo e qualquer jogo triádico, para os três subgrupos de qualquer cenário, esfera e nível do Show do Jogo Mundial.
O que é o método da tri-unidade global ou o paradigma da tri-unidade?
- É o conjunto de conceitos, idéias e teoria nascidos do conceito matriz de “energia tri-una”, tudo organizado em referenciais gráficos e modelos, de maneira a ajudar pessoas e grupos a descobrirem, entenderem e jogarem proporcionalmente o jogo tri-uno presente em toda parte, em todas as épocas e em todos os níveis ou cenários do Show do Jogo Global, embora sob diferentes nomes. Toda essa formulação teórica se denomina Cibernética Social 3 (de kubernética-governética-autogovernar-se em sociedade).
¿O que é Cibernética Social?
Cibernética Social é uma teoria que integra e condensa o essencial de todas as ciências sociais ou comportamentais num só corpo de conhecimento. As ciências sociais e humanas fracassaram na construção do ser humano e de sua convivência, devido à sua fragmentação.
Cibernética Social, por ser sistêmica triádica, é um método transdisciplinar desenhado para que os três subgrupos, também os dos níveis mais baixos, entendam o “Show do Jogo Mundial” local, nacional e planetário, e para que participem em sua autocondução em forma mais proporcional. Haver permitido que se instalasse tão forte oficialismo econômico, político e sacral, e haver-nos convencido a delegar-lhes/entregar-lhes todo nosso poder foi uma desgraça a ser remediada antes do “fim da história”. Espera-se que a Cibernética Social, como método da tri-unidade global, possa aportar as ferramentas necessárias para que o Manifesto da Proporcionalidade com Democracia Direta se torne realidade.
Requer-se, entretanto, uma nova conscientização do potencial do cérebro tri-uno e, dar um salto que deixe para trás a cultura monádica, que passe pela diádica até que alcance a triádica, integrando a racionalidade, a emoção e a pragmática – o pensar, o sentir e o agir - num único processo, para não distorcer este método de tri-unidade global. Haverá que revisar os conceitos, as teorias, cada área de conhecimento, ainda ambientadas dentro do paradigma monádico que é fragmentador e excludente, para “triadizá-las”, ou seja, redefinir e integrar os três lados de cada coisa e redefinir e integrar os três sentidos de cada palavra, imagem e fato.

O que é democracia direta?
É a proposta de suprimir a atual democracia representativa (vereadores, deputados, senadores) pelo voto direto – plebiscito-referendum – permanente e a participação co-responsável dos cidadãos nas decisões que afetam sua vida ou determinam seu desenvolvimento. Com os meios eletrônicos da pós-modernidade, pode-se votar a cada semana e substituir o atual modelo de Estado que se tornou usurpador e corrupto, e já não funciona para o bem proporcional dos três subgrupos. Infelizmente, o que está funcionando é uma “mafiocracia”. Há experiências comprovando que as decisões tomadas por políticos são similares às tomadas por uma amostra estruturada da população, como se faz nas pesquisas de mercado ou de intenção de voto. Muito mais quando as comunidades estiverem praticando do planejamento participativo. Com o tempo, pode-se suprimir toda a classe política representativa, inclusive a do Executivo, entregando a condução de cada setor da vida em sociedade a seus respectivos profissionais, sob o controle de um Poder Judiciário ou Arbitrador tri-uno superior.
Como entender a capa do manifesto?
O cérebro tri-uno ocupa o centro por ser o núcleo de toda criação humana, é o resumo do universo. O colorido representa as três cores básicas. A espiral sobre o cérebro representa a evolução tri-una proporcional (não a de Darwin que é monádica e justifica as bestialidades do mais forte). A linha diagonal sobre o cérebro indica que o bem-estar, o desenvolvimento e a convivência dependem dos três cérebros e seus correspondentes subgrupos proporcionais; se não forem proporcionais, a flecha indicará concentração excessiva na parte superior e, entropia, fracasso, desastre na parte inferior, tudo como criação dos três cérebros, dos três subgrupos humanos e seus três poderes máximos na organização social mundial. A linha ondulada entre os dois extremos indica o intervalo ou espaço em que a vida pode variar, pode oscilar entre limites viáveis, fora dos quais ela vai ao colapso por excesso ou por carência. As linhas horizontais sobre o cérebro definem pelo menos quatro níveis de estrutura, complexização e desenvolvimento de tudo.
A “igualdade” (no verso) era a utopia do comunismo e segue sendo a utopia dos ingênuos que não enxergam o jogo triádico. O melhor que se pode fazer é reduzir a desigualdade aos limites da proporcionalidade.
A “desigualdade” (no verso) é a utopia “natural” de todos os subgrupos oficiais - ou do oficialismo de todos os níveis - impelidos pela maximocracia que é uma paixão impossível de se contentar ou satisfazer. O dinheiro ou o capital tornou-se a via que mais favorece a concentração/acumulação obsessiva de riqueza em mãos de uns poucos, criando a desigualdade para muitos. Mas é equivocado pensar que os “males” da humanidade vêm do capitalismo somente. Os “males” em todos os setores e níveis da vida vêm do oficialismo desproporcional e concentrador, seja este oficialismo capitalista ou socialista, cristão ou islâmico, masculino ou feminino, branco ou negro, do Norte ou do Sul, do Oriente ou Ocidente, imperial, nacional, local ou familiar etc. O problema é o oficialismo desproporcional . Tenham os oficialistas e suas instituições muito ou pouco dinheiro, vão continuar com seu cérebro central escapando do controle do cérebro direito (moral, solidariedade e confiança dos oscilantes) e do esquerdo (racionalidade, lei, crítica e oposição de antioficiais). As sádicas e insaciáveis ganas oficialistas de impor-se, de dominar, de oprimir e de divertir-se exercendo a crueldade sobre todos os demais estarão sempre à solta e serão intermináveis, se dependermos só da boa vontade do oficialismo, sem organizar-se para impor-lhes limites. Por isso o slogan:
VÍTIMAS DO OFICIALISMO DESPROPORCIONAL, UNI-VOS!
As vítimas do oficialismo são mulheres, homens, crianças, jovens, adultos e idosos pobres; são os desempregados, os trabalhadores rurais e urbanos escravizados ou pagos desproporcionalmente; são os migrantes forçados; são os consumidores enganados pelo marketing, são os ludibriados por ficções religiosas, os iludidos pelos políticos e pelo mercado; são os discriminados por racismo e por gênero; são os excluídos das periferias e os dos níveis mais baixos da pirâmide social de todos os países, também dos desenvolvidos; são todos os indignados com a injustiça, com a depredação universal, com a manipulação da verdade e humilhados em seu direito de viver - pelos abusos do oficialismo político, econômico e sacral desproporcionais, aí incluídas também vítimas inglesas, norte-americanas e israelitas. Os protagonistas dessa luta serão um exército de consciências indignadas e rebeladas contra os subgrupos oficiais causadores da desproporcionalidade, em todos os macro e microespaços da convivência.
As vítimas estão incluídas nos subgrupos oscilantes e antioficiais. Os oscilantes são um montão de indivíduos como grãos de areia, sem organização, sem rumo e sem consciência do jogo. O oficialismo trata de “apoiar” organizações reivindicatórias horizontais, como os movimentos negro, indígena, feminista, gay, ambientalista e defensor dos direitos dos animais etc. O oficialismo tem interesse nesses movimentos no sentido de fazê-los lutar entre si (por isso, lutas “horizontais”: dividir para governar). Enquanto o fazem, desgastando-se entre si, perdem de vista o inimigo comum a todos eles, que é o oficialismo, e frustram a união de todas as vítimas para a luta vertical contra ele.
Quem une os oscilantes e os conduz a lutas verticais contra os donos do sistema são os antioficiais. Estes, por sua vez, somente conseguem unir-se em pequenos subgrupos porque sofrem de um mal chamado “divisionismo interno” por excesso de ego, de fanatismo intelectual e de amor à discussão e à divergência, como mostraram as esquerdas do século XX e da “Revolução” Francesa. Mas terão que aprender a unir-se e a organizar-se, domando o lado perverso da engrenagem triádica que os divide e enfrenta internamente, enfraquecendo-os. Quando os antioficiais conquistam o poder têm que aprender a exercer o oficialismo proporcional; caso contrário, ficarão fascinados pela maximocracia/embriaguez do poder e pouco a pouco se irão assemelhando aos monstros que antes combatiam.
O oficialismo é o único subgrupo sempre organizado e eficiente, como filho favorito da energia-natureza que é. Isso não inocenta os membros do oficialismo quando rompem os limites ou as proporções, como costumam reivindicar frente à forca, à guilhotina, aos tribunais como Nüremberg, ao “paredón” e, mais recentemente, ao jihadismo: “se sou rico, poderoso, opressor, exterminador impiedoso não é culpa minha – eu somente cumpro ordens, sou vítima do sistema ou de predestinações da natureza”…
“Sim às diferenças, mas proporcionais” (no verso) significa aceitar as diferenças individuais, grupais, étnicas de todo tipo e as variedades de poder político, econômico e sacral. Significa, também, aceitar as diferenças verticais que definimos em quatro níveis. Porém, as diferenças e distâncias toleráveis são as determinadas pela lei da proporcionalidade em combinação com a “série Fibonacci” para estabelecer a variação de níveis, cujo intervalo do mínimo ao máximo não pode ultrapassar 21 vezes, como nos países “civilizados” ou desenvolvidos (à custa do resto do planeta). Só a desproporcionalidade e os seus causadores desproporcionais não devem ser tolerados.
O logo de Tri-uni Proporcional contém:
- um triângulo em cor de fogo, simbolizando a energia tri-una como campo e contexto de tudo;
- sobre este triângulo, o planeta onde irrompeu a vida;
- abraçando o planeta há três seres que representam os três subgrupos dando-se as mãos para que todo participante de qualquer jogo triádico chegue ao “ganha-ganha- ganha”, proporcionalmente;
- o nome “Tri-uni” indica um paradigma mental de percepção da realidade como conjuntos de três que formam um, em que cada qual é um de três;
- “proporcional” indica critérios relacionais eqüitativos; e a forma curva de representar é a preferida para indicar que tudo se move ondulatória e não linearmente;
- as palavras “informação, prosperidade e justiça para todos” são os valores que expressam uma missão, condensada no Manifesto da Proporcionalidade.
Veja outros conceitos como “agendonomia”, “satisfatores”, “14 subsistemas”, “quatro níveis”, “monetarização” etc. no Glossário, ao final.
PARTE 1. BREVE HISTÓRIA EVOLUTIVA DO MUNDO
Vejamos
um possível resumo da complexização evolutiva da humanidade até aqui,
sob a perspectiva da trialética ou interação de, no mínimo, três
elementos em combinações variadas, com a sobrevivência proporcional dos
três concorrentes e não somente do mais apto, conforme ilustração no
gráfico que segue (leitura “progressiva” de baixo para cima). Depois
nos concentraremos nos últimos 500 anos.
Este modelo gráfico tem dez ciclos divididos em três colunas. A coluna da esquerda está elaborada ao redor da evolução dos três cérebros e suas três culturas correspondentes. Supõe que toda a cultura ou as criações humanas - sejam a criação e o uso primitivos de ferramentas, de pinturas e de linguagem, ou a moderna tecnologia, arte e ciência - são extensões ou ampliações do potencial tricerebral, cuja evolução está condensada, aqui, em somente dez ciclos verticais.
A coluna do centro indica os ciclos de evolução/complexização da agendonomia (trabalho) alimentar-reprodutiva em seus distintos ciclos de tecnificação e desenvolvimento ou revoluções dos modos de produção de satisfatores. A coluna da direita indica a evolução das formas de organização coletiva – subgrupos oficiais, antioficiais, oscilantes com seus níveis ou estratos – e as relações de poder entre eles.
A leitura horizontal de cada um dos dez ciclos sugere que as formas de organização/evolução coletiva na coluna da esquerda se refletem na forma de organização/evolução da agendonomia da coluna do centro que, por sua vez, se refletem nas formas de organização/evolução tricerebral da coluna da direita; e vice-versa. Há fontes literárias suficientes sobre a evolução dos três cérebros e suas três culturas, sobre a evolução dos modos de produção desde os coletores/caçadores, sobre a evolução do poder político desde o poder patriarcal e clânico, bem como sobre a evolução do poder sacral desde as primeiras mitologias. Não há porque repetir tudo isso aqui.
Se virarmos a ilustração 90 o graus à esquerda poderemos fazer uma releitura à maneira de Karl Marx: O tricerebrar e as formas de energia usadas determinam a infra-estrutura material-produtiva que, por sua vez, determina a forma de poder político com sua superestrutura ideológica.
PARTE 2. A IDADE MODERNA OU OS ÚLTIMOS 500 ANOS.
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É necessário destacar o ciclo dos últimos 500 anos ou Idade Moderna porque é o que está enfermo e se deve ajudar a morrer para que surja um novo ciclo. A Idade Moderna, gestada pelo Renascimento, começou propriamente em 1517 com o manifesto do frade agostiniano alemão, Martinho Lutero, contra o oficialismo teocrático (poder exercido em nome de Deus pelo clero) romano. |
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Era a finalização de mais um ciclo de jogo triádico europeu, chamado “medieval”, que se jogava entre latinos cristãos (oficialistas, dominadores, corruptos, desproporcionais); anglo-saxões (antioficialistas, oposicionistas, independentistas, invasores, chamados “bárbaros” do norte pelos oficialistas latinos); e eslavos ortodoxos, islâmicos, africanos e asiáticos (oscilantes, isolados, excluídos).
O Renascimento da literatura, da arte e do pensamento gregos nos países latinos foi uma espécie de subgrupo antioficial de reação frente à cultura oficialista eclesiástica. Não foi uma revolução. Foi um movimento mais de cérebro direito romântico, de artes e literatura, de regresso ao passado, por meio do qual brilharam o poeta pré-renascentista legitimador da língua italiana, Dante Alighieri, o poeta Petrarca, o pintor Rafael, o pintor e escultor Miguel Ângelo e outros; foi, também, um pouco de reação de cérebro esquerdo com o início do espírito de investigação e teorização fora do controle da filosofia/teologia do clero. Nisso, sobressaíram-se o artista e inventor Leonardo da Vinci, o cientista político anti-teocrático Nicolau Maquiavel e outros.
Mas quem fez a revolução que derrubou o imperialismo papal não foram os artistas e literatos latinos; foram os pragmáticos e científicos anglo-saxões - alemães, holandeses e ingleses.
O início da Idade Moderna marcou o fim do imperialismo eclesiástico/papal, que ficou reduzido aos países latinos (Itália, Espanha, França, Portugal e respectivas colônias) enquanto o poder do Estado laical se tornou hegemônico nos países anglo-saxões por submeter e debilitar o Poder Sacral. Este fato permitiu a ascensão da autoridade da ciência que prevaleceu sobre a autoridade da Bíblia. Marcou o fim da presença árabe/islâmica no sul da Europa e a ascensão do Império Turco Otomano com a tomada de Constantinopla. Marcou, ainda, o começo do imperialismo mercantil-guerreiro europeu com as viagens marítimas ao redor do planeta, conquistando, submetendo e paralisando o desenvolvimento autônomo dos demais continentes. Além disso, marcou, principalmente, o começo e a futura consolidação do imperialismo anglo-saxão comercial-guerreiro e industrial, iniciado pela Holanda que logo foi suplantada pela Inglaterra, contando com a genial influência comercial e financeira dos judeus expulsos dos territórios católicos latinos. Essa influência ou traço cultural, mais que a presença de judeus em pessoa, faz com que se associe o império anglo-americano ao sionismo.

Este modelo gráfico ilustra o surgimento do império anglo-americano desde sua revolução religiosa por Lutero, sua revolução ética-econômica da prosperidade por Calvino e sua revolução política por Cromwell, substituindo a hegemonia do império teocrático romano. Por isso, aparece no lado direito do gráfico, sob o Poder Sacral: é um império econômico-político, porém de inspiração messiânica judaico-protestante. Os países africanos e asiáticos menos ocidentalizados, fora dos domínios judaico-cristãos e islâmicos, não têm um Poder Sacral/eclesiástico ou uma igreja com poder de um quase Estado dentro do Estado. As religiões aí são organizações particulares orientadas para o indivíduo e sua consciência e não para a convivência social e problemas político-econômicos da coletividade.
Há que destacar, no gráfico acima, a importância de Bacon, Newton, Adam Smith e Charles Darwin com sua espetacular revolução científica, como suporte ideológico do novo império e origem das subseqüentes revoluções industriais e tecnológicas. Desde o tempo dos Pilgrims separatistas (1614), da guerra de independência (1776), até a guerra civil (1865) e final da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos foram subgrupo antioficial da Inglaterra. Praticavam uma política econômica geral e, principalmente, de algodão, como os Aiatolás do Irã e Hugo Chávez da Venezuela praticam frente aos EUA atualmente, com o petróleo. Enquanto a Inglaterra pregava o “livre mercado” porque lhe convinha, os EUA pregavam e praticavam um atrevido protecionismo antioficial porque lhes convinha. Agora que os EUA são subgrupo oficial pregam e praticam o “livre mercado” e reprimem os não alinhados ou quem lhes oferece resistência. Leis de mercado, ora, ora!!!
Depois da Primeira Guerra Mundial, os EUA foram ganhando poder. Até que, ao final da Segunda Guerra Mundial, substituíram a Inglaterra na condução imperial do planeta – um novo imperialismo, mais econômico que territorial e político - agora sim, reconhecendo, enfim, “o livre mercado”. “Livre mercado” é uma doutrina que proporciona vantagens ao oficialismo porque impõe derrotas econômicas ao oscilantismo impotente para revidar, bem como ao antioficialismo que, este sim, em algum momento revidará, fatalmente. Isso é garantia da inevitável decadência dos EUA, como qualquer império da história.
“Revolução Francesa” está entre aspas porque fracassou naquilo que se propunha para o mundo latino, que era o mesmo que a revolução dos ingleses, principalmente sob Cromwell: hegemonia do poder político-econômico e submetimento do Poder Sacral. No lado antioficial do modelo, “alguns países islâmicos não alinhados” resistem ao império com guerra tradicional e, muito mais, com terrorismo. Isto, porém, não ameaça um império que é primordialmente econômico. A criação da UE e o surgimento do Sudeste asiático como potências econômicas, podem colocar, efetivamente, dilemas graves à hegemonia anglo-americana-israelense.
No centro do modelo, estão alguns ciclos econômicos, o último dos quais é a financeirização, ou seja, o império anglo-americano-israelense é o império dos subgrupos donos do capital, sustentados pela “inteligência” das armas. Essa “inteligência” terrorista explica a ascensão do eurocentrismo: comerciantes-guerreiros ou guerreiros-comerciantes.
Alguns eventos podem ser citados para ilustrar essa guerra dos 500 anos ou da via inglesa e anglo-americana da história, e ilustrar a ideologia que a sustenta.
Martinho Lutero, com suas 95 teses, liderou o rompimento com o oficialismo romano, apoiado, inicialmente, pelos príncipes alemães e, depois, por todos os povos anglo-saxões, interessados mais na emancipação político-econômica do que na reforma religiosa. Houve, pois, uma reforma-revolução ao mesmo tempo no sacral, no político e no econômico. Os povos latinos europeus tentaram isso quase 300 anos depois, com a semi-revolução francesa, e seguem tentando. O máximo que conseguiram foi uma separação entre Estado laico e Estado religioso, sem jamais submeter o Poder Sacral-religioso. Os países de Oriente Médio, em sua maioria, nunca deixaram de ser teocráticos e nunca o foram tanto como na pós-modernidade. Os países asiáticos nunca foram teocráticos à maneira européia, embora seus imperadores, reis e Lamas se declarem divinos ou reencarnações de algum deus ou entidade divina. Na África não-islâmica, embora os governos não sejam teocráticos, as famílias são teocráticas por admitir os deuses do lar, que são os seus próprios antepassados, pais, avós, bisavós etc.
Tudo isso não é mais que a rotação na estrutura dos três cérebros e suas três correspondentes culturas na posição hegemônica para regular a convivência dos três subgrupos. As teocracias se regem principalmente por intuições, valores morais, rituais, por áreas de vida e instituições mais influenciadas pelo cérebro direito, tudo condensado em relatos de seus mitos fundadores guardados em livros que consideram sagrados (Tao-te-King, Baghavad-Gita, Bíblia, Alcorão, Popol Vuh etc.). Nos países onde predomina a teocracia, as instituições do cérebro esquerdo, como o Poder Político e Econômico e todas as demais, estão subordinadas ao Poder Teocrático e ao clero que o domina.
Os Estados laicos, chamados “democracias”, se regulam, principalmente, pela racionalidade da ciência e da lei constitucional que são de cérebro esquerdo, tratando de conviver com as teocracias ou Poder Religioso submetendo-o ou mantendo-o à distância. O Poder Econômico pós-moderno está baseado nos impulsos ferozes do cérebro central e já não tem um Estado, nem fronteiras legais ou morais capazes de freá-lo, pois a tudo transformou em mercadoria comprável. É o renascimento dos monstros de puro cérebro central da história antiga, sem os freios do cérebro direito moralizador e do esquerdo legislador. Esses monstros estão à vontade para atormentar a pobre humanidade.
No campeonato de fundamentalismo, tirania e terror, o primeiro lugar cabe às culturas com predomínio de cérebro central – produção, finanças, guerra, com doses colaterais e secundárias de cérebro esquerdo e direito; o segundo lugar cabe às culturas com predomínio de cérebro direito – bruxarias, religiões, teocracias, com doses colaterais secundárias de cérebro central e esquerdo; e o terceiro lugar cabe às culturas com predomínio de cérebro esquerdo – lei, justiça, democracias, com doses colaterais secundárias de cérebro direito e central. Entretanto, como o jogo triádico faz rotação de jogadores e posições, um país tem títulos nos três campeonatos, de época em época. Oxalá se chegue a algum tipo de arranjo das três culturas, o mais próximo possível da proporcionalidade.
Lutero introduziu definitivamente a Bíblia em língua nacional e autorizou cada indivíduo a interpretá-la de forma independente, segundo sua consciência, o que libertou o cérebro esquerdo da autoridade eclesiástica, para o pensamento crítico e a investigação científica livres. Na utilização da Bíblia, o Velho Testamento - que é judaico - foi adotado para os subgrupos oficiais do dinheiro e do poder; e o Novo Testamento - que é consolador dos pobres e perdoador dos opressores - foi adotado para os oscilantes. João Calvino (l509-l564) completou a doutrina da salvação gratuita, somente pela fé, sem ter que obtê-la, comprando indulgências. Engenhosamente, ficou acertado que havia um sinal que indicava a quem Deus concedia salvação: a prosperidade. Daí a ética do trabalho do protestantismo, da produtividade – time is money - da riqueza, da corrida para chegar a ser elite (povo eleito por Deus): o judaísmo reciclado. Hoje em dia, essa “teologia” da prosperidade unificou meios e fins: onde está o dinheiro, aí está Deus – divino dinheiro!
Excomungou Lutero, Calvino e todos os protestantes. Negou sempre a renovação religiosa, científica, política e econômica desencadeada pelos anglo-saxões protestantes, e ficou remando contra a maré da história. A teocracia romana se manteve ao longo desses 500 anos, principalmente nos países latinos, mas perdendo força gradualmente.
Para defendê-la e ajudá-la a sobreviver, apareceram muitos fundadores de congregações religiosas e de muitos movimentos leigos de apostolado como a Ação Católica, o Partido Democrata Cristão e outros. Pe. Teilhard de Chardin fracassou ao tentar uma fusão/conciliação da Bíblia com a teoria evolucionista. O Concilio Vaticano II foi a última tentativa fracassada de renovação do catolicismo romano. Alguns teólogos tentaram uma fusão do Evangelho com o marxismo na América Latina, originando a Teologia da Libertação. Esqueceram-se de proclamar a libertação, também, do oficialismo papal medieval que os arrasou sob o comando de João Pablo II, obedecendo a estratégias do cardeal Ratzinger (feito Papa Bento XVI) e do Opus Dei. A humanidade, sob Lutero e os anglo-saxões, teve muito mais êxito.
As excomunhões e condenações dos protestantes foram retiradas há apenas alguns anos, para favorecer o ecumenismo, sem retirar a pretensão de superioridade do catolicismo romano sobre os demais credos. O cristianismo ortodoxo, o islamismo, o hinduismo, o zen-budismo, o confucionismo, o animismo etc. seguiram com suas tradições sem muito revisionismo. No mundo judaico-cristão (ortodoxos, católicos e protestantes) predomina a tolerância religiosa, com algumas exceções; o mesmo ocorre no mundo semi-teocrático do hinduismo, zen-budismo, confucionismo e xintoísmo; mas no mundo teocrático islâmico, há mais intolerância.
O rei Enrique VIII (1491-1547) foi o primeiro que aderiu ao protestantismo rebelado, para fazer da Inglaterra um país independente e autônomo. Declarou a religião uma questão nacional e a submeteu ao rei em 1534.
Bacon (1561-1626) estabeleceu as regras do método científico indutivo das ciências exatas para fins pragmáticos - trabalho e riqueza de acordo com a ética protestante.
Já em 1570, oficializou-se a Bolsa de Valores na City de Londres e, em 1792, na Wall Street de Nova York. Em 1694, fundou-se o Banco Central da Inglaterra, o primeiro do mundo. Sem dúvida, uma vocação precoce para a drenagem de dinheiro!
Thomas Hobbes (1588-1679) foi o filósofo inglês do oficialismo monádico, que teorizou sobre o Estado absoluto. É o Maquiavel dos anglo-saxões.
John Milton, o Dante Alighieri protestante, escreveu sua epopéia religiosa: O Paraíso Perdido. Antes, em 1644, ele havia escrito Areopagítica, referindo-se a um novo povo escolhido:
Deus ordena que uma grande e nova era se inicie… Então o que faz Ele senão revelar-se… em primeiro lugar a seus ingleses, como é de sua preferência?
| O político e guerrilheiro Oliver Cromwell (1599-1658) foi quem fez a primeira revolução burguesa do mundo, em 1649. Derrubou o feudalismo na Inglaterra, enforcou o rei católico, fundou o primeiro Estado parlamentarista moderno, a marinha inglesa, o exército moderno, além de universidades, e pôs o Poder Sacral puritano-anglicano definitivamente sob o controle do Poder Civil. | ![]() |
Foi o que estabeleceu as bases do império britânico, que sobrevive até hoje em simbiose com seu rebento norte-americano. O império global! Os ingleses se orgulham da restauração de 1688, pretendendo desconhecer Oliver Cromwell que fez o trabalho “sujo” para criar a Inglaterra moderna.
Somos ingleses. Isso é um fato sólido! (Cromwell ao Parlamento, em 1656)
John Locke (1632-1704) um eminente filósofo e jurista, criou a teoria dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, acreditando conseguir assim um equilíbrio de poder - a democracia anglo-americana. Locke e Bacon direcionaram a filosofia e a ciência para o pragmatismo ou utilitarismo que Adam Smith depois sistematizou em sua teoria econômica, dando continuidade à raça de Caím. Jeremy Bentham, John Stuart Mill e William James trataram, sem êxito, de “civilizar/moderar” o bestial pragmatismo/utilitarismo anglo-saxão que provocou, depois, a violenta reação do proletariado e do socialismo.| O astrônomo Isaac Newton (1642-1727), desenvolveu a matemática e estabeleceu matematicamente a teoria do movimento dos corpos, favorecido pelos avanços feitos por Galileo Galilei (1564-1642). | ![]() |
| Adam Smith (1723-1790) publicou, em 1776, “A Riqueza das Nações”. Este foi o primeiro livro de economia e a primeira teorização do livre mercado e do pragmatismo, para justificar a pirataria praticada pelo império britânico, guiado por uma “mão invisível” (uma menção inconsciente da aliança do povo judeu com Jeová contra seus inimigos). A teoria era chamada laissez-faire ou liberalismo, que incluía a maior liberdade e proteção possível para os subgrupos oficiais econômicos. Quer dizer, supunha a menor interferência possível do Estado para frear a maximocracia (busca insaciável de sempre mais satisfatores) dos bancos, da indústria, do comercio, da usura etc. | ![]() |
A industrialização e o mercantilismo desenvolveram as cidades e o nível de vida. Como efeito colateral, provocaram a emigração rural e os abusos dos subgrupos oficiais em cima dos trabalhadores/prestusuários oscilantes, que tratavam de defender-se com seus sindicatos. Outro efeito colateral, também, foi o fortalecimento do império britânico e seu colonialismo, o qual provocou muitas reações, mas de poucos resultados. O Poder Sacral estava a seu serviço para aprovar e abençoar os mais prósperos. O socialismo utópico, os falanstérios, o marxismo/comunismo, o cooperativismo, a ocidentalização das filosofias espiritualistas orientais, a doutrina social da Igreja Católica Romana, as duas guerras mundiais não foram mais que reações ao imperialismo inglês.
| O biólogo inglês Charles Darwin (1808-1882) publicou, em 1859, “A Origem das Espécies”, com a teoria da evolução monádica, segundo a lei da sobrevivência do mais apto, do que se adapta e luta melhor entre os animais da selva, chamada – lei da seleção natural. | ![]() |
Com isso, completou-se a fundamentação ideológica do império anglo-americano:
• O messianismo judaico-protestante de Lutero, Calvino e Cromwell;
• A teoria do livre mercado de Adam Smith e Charles Darwin;
• O método científico de Bacon/Newton com aportes de Galileu e Descartes.
Este modelo gráfico ilustra as três faces da ideologia anglo-americana, embora insistam em afirmar que esse império não tem ideologia. EUA levaram muito mais longe essa ideologia lançada pelos fundadores da Idade Moderna, deturpando e estropiando quase completamente a Ética Protestante do trabalho, inaugurando a era da especulação financeira ou a era da cobiça mais que do trabalho. Há que reconhecer que os três lados da ideologia ou do megaparadigma capitalista dos anglo-americanos são bem integrados e coerentes entre si. O mesmo não ocorre com a ideologia tricerebral dos latinos católicos, nem dos marxistas, nem dos islâmicos, nem dos hinduístas e budistas, que tratam de adaptar-se, desajeitadamente, ao paradigma capitalista invasor. Ao decretar a morte das ideologias, seria coerente enterrar também a ideologia do império anglo-americano, não somente a de seus adversários!
Frederick Taylor, no fim do século XIX, desenvolveu a administração científica ou racionalização do trabalho, elevando muito a produtividade e os ganhos. Henry Ford, no começo de século XX, criou o “fordismo”, ou seja, a linha de montagem nas fábricas, aumentando ainda mais a produtividade e os ganhos, fenômeno prolongado, hoje em dia, pelo toyotismo e pela informatização.| O economista inglês John Maynard Keynes (1883-1946) salvou o capitalismo que se destruía por sua maximocracia – a exploração dos trabalhadores/prestusuários de níveis mais baixos e a quebra da Bolsa de Nova York em 1929 com o desemprego conseqüente - e empurrava o povo para o socialismo. O presidente americano Franklin Delano Roosevelt convocou Keynes para fazer um plano de salvação. | ![]() |
Em 1935, foi lançado o plano New Deal (novo pacto social) por meio do qual o Estado, contrariando o liberalismo clássico, interveio no mercado criando frentes de trabalho, empreendendo obras e financiando os negócios (não há doutrina ou princípios a que ater-se: somente a lógica da conveniência do oficialismo). Na reunião de Bretton Woods para definir a nova ordem econômica pós-guerra (1944/45) Keynes foi derrotado. Morreu em seguida, cansado e desencantado. Sua proposta era 4 :
• Criar o – Bancor – como moeda universal e seu banco mundial de compensação.
• Impor limites de acumulação aos países mais ricos e limites de endividamento aos países mais pobres.
• Criar outros organismos supranacionais com regras universais para controle político e econômico da usura, da pobreza, da guerra, da democracia etc.
Os EUA impuseram o dólar em lugar da libra inglesa, o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, a atual e impotente ONU e depois o GATT, convertido em Organização Mundial do Comercio, para consolidar-se como império, sob lema “o negócio de EUA são os negócios” por qualquer meio, enquanto prega “democracia”. Como conseguiram rejeitar o que era mais decente e mais sério para impor seu egoísmo “democrático” contra toda a humanidade? É que os EUA deixaram que os aliados se exaurissem na guerra de Hitler para salvá-los só na última hora e, em seguida, derrotá-los economicamente nas negociações de Bretton Woods. Em 1972, unilateralmente abandonaram até o padrão ouro como suporte da moeda, impondo nova derrota ao resto do mundo, enquanto armava o colapso da URSS pela Guerra Fria.
| Houve alguns antioficiais internos do império inglês, como Thomas Morus (1478-1535), o autor da “Utopia”; o anarquista William Godwin (1756-1836); o escritor Thomas Paine (1737-1809), que contribuiu com a independência norte-americana; Robert Owen (1771-1858), com seu cooperativismo; David Thoreau (1817-1862), o símbolo da desobediência civil, nos EUA; os Fabianos (movimento fundado em 1884 ao qual pertenciam os escritores Bernard Shaw e H.G. Wells), que defendiam a revolução branca (sem sangue) gradualista para o socialismo; e ativistas do Século XX como o filósofo Bertrand Russell, o cientista norte-americano Noam Chomsky e outros. Mas ninguém deteve ou tirou dos trilhos da via inglesa o trem da história. | ![]() ![]() |
A criação da União Européia, para defender-se da ameaça soviética e da invasão econômica dos EUA, terminou por dissolver o poderio britânico e obrigou a Inglaterra a ficar numa posição de “bigamia” política – casada com EUA e obrigada a coabitar com a UE por sua proximidade e alguns interesses comuns. É psicologicamente difícil para os ingleses submeterem sua moeda e seu orgulho ex-imperial a seus ex-inimigos europeus, que sempre derrotaram pelas armas. Por isso, tanto os EUA como a Inglaterra estão sempre tratando de debilitar ou rachar a União Européia para impedir que este bloco seja realmente o contrapeso do império.
Há uma continuação do jogo triádico europeu que produziu as duas últimas grandes guerras mundiais e todas as dos últimos 500 anos: no bando oficialista o império britânico (agora anglo-americano-israelense) e no bando antioficialista os latinos, os prussiano-alemães e japoneses, e os eslavos até a sua derrota recente. A União Européia não é outra coisa senão o retorno deste antioficialismo derrotado, dentro, porém, do mesmo paradigma monádico. Quer dizer que o resto do mundo fica entre o fogo cruzado desses dois bandos de gângsteres do dinheiro, sem saída. A menos que rejeite esse paradigma com suas perversas regras de jogo e comece algo diferente que sirva à vida globalizada de todos.
Em lugar do profetizado fim do império anglo-americano e de seu capitalismo, tiveram seu fim, entre 1989 e 1991, a URSS e todos seus satélites com todos seus ideólogos. Resistem Cuba e Coréia do Norte por alguns anos mais. Mikhail Gorbachev, acolitado pelo Papa João Paulo II, foi o mestre de cerimônias que entregou gratuitamente o socialismo e a humanidade ao império anglo-americano, reivindicando o crédito por salvar-nos da corrida atômica, que nunca parou. Todos os países tiveram que se ajustar aos vencedores da guerra da Idade Moderna, pelo velho modelito do século XIX, rebatizado como “neoliberalismo”. Keynes e similares, como a social democracia dos países escandinavos e outras concessões/proteções aos mais fracos, foram abandonados, já que a ameaça socialista desapareceu.
| Em 1991, em nome do Banco Mundial, do FMI e dos economistas anglo-saxões, foi lançado o Consenso de Washington, uma espécie de “ordenações” do novo colonialismo anglo-americano, acompanhadas pelas TRIMs (Trade Related Investment Measures - Acordo de Investidores ou de usurários) uma espécie de manifesto dos donos do dinheiro do mundo (bancos, financeiras, seguradoras, avaliadoras de risco dos países). | ![]() J. Williamson, el perverso autor del Consenso de Washington |
2.1. TRIMs – TRADE RELATED INVESTMENT MEASURES
“Com esse documento estamos escrevendo a constituição da economia mundial” (o manifesto da usurocracia, diriam outros).
Uma vez estabelecida a supremacia do dinheiro e da atividade especulativa pelos anglo-americanos, foi revelada a “sagrada escritura” do bezerro de ouro, guardada na “arca da aliança” da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.
O principal objetivo das TRIMs é tornar o investimento ou empréstimo internacional mais seguro e mais fácil, uniforme, diminuindo o risco das transnacionais, garantindo-lhes novos direitos, retirando dos governos locais o poder de controle sobre os investidores. Ou seja, o acordo trata de regras de proteção, salvaguarda, livre circulação, lucratividade e de não intervenção governamental sobre a riqueza financeira de pessoas físicas ou jurídicas ao investir. O país que aceite o TRIMs não poderá retirar-se antes de 5 anos, se não pagará multa.
A característica principal do acordo é que será único e unificado para todo o planeta, reduzindo a necessidade de tantos acordos bilaterais com cada país. Só receberão investimentos os que sejam mais confiáveis, segundo as instituições que avaliam os países (Moody's, Duff & Phelps, Standard & Poor's, Fitch Ratings etc.) em termos de risco, segurança e rentabilidade imediata do investimento...
Por investimento, entende-se todo tipo de bens tangíveis e intangíveis, licenças, direitos intelectuais, bens culturais, instituições, direitos de propriedade até de águas fluviais, lacustres e marítimas e outras coisas que sejam de interesse para as corporações, como patentes sobre genes, plasma, sementes, plantas, florestas, animais, políticos, órgãos humanos etc., enfim, tudo o que acrescente rentabilidade para o investidor.
Além de poder investir em qualquer área sem restrições, as empresas têm o direito de recusar qualquer ato governamental ou política pública de interesse do país em questão, desde medidas fiscais, até regulamentação ambiental, do trabalho, do desenvolvimento regional, de apoio a pequenas e médias empresas, de reforma agrária ou de defesa do consumidor que signifiquem restrições aos ganhos dos investidores.
Os investidores estrangeiros não têm nenhuma responsabilidade ou obrigação com o país em que investem, mas devem exigir indenização no caso de intervenções governamentais que afetem a capacidade de investidores e de empresas lucrarem com seu investimento. As cláusulas incluem indenizações também no caso de greves, manifestações sociais, como perturbações civis, revoluções, estados de emergência, toques de recolher etc . “A perda de uma oportunidade de ganho será suficiente para reclamar indenização”.
De volta à farra da maximocracia dos mais fortes!
Planeta e vida em perigo!!!
Por amor ao ecossistema planetário e à continuidade da vida, é necessário opor resistência ao oficialismo matador do império anglo-americano e dos outros oficialismos cúmplices que descem em cascada até nós, nossas famílias, escolas e nosso cotidiano, como ilustrado no Show do Jogo Mundial de cima até embaixo. Seriam necessárias, também, instituições de avaliação (para nós) de risco do império e seus cúmplices. Assim como se celebra, e com justiça, o holocausto das vítimas do fanatismo racista de um Reich germânico de 15 anos, seria válido celebrar o holocausto das vítimas do fanatismo econômico do Reich anglo-americano, que dura mais de 400 anos.
Para opor resistência e contrapor alternativas válidas, propomos uma nova análise do planeta e todos seus elementos por meio da trialética e seus referenciais. Não se trata, como se verá, apenas de uma nova “ordem econômica” como pretendem viciosamente os reducionistas anglo-americanos, que podem ver-se no espelho deste conto (resumido) de Jorge Luís Borges 5 .|
Um homem recebeu um – Zahir – que lhe disseram ser o símbolo e a chave de todas as coisas e do próprio mistério da existência. Uma vez tocado o Zahir, este não deixa mais o homem esquecê-lo, vai tomando sua mente de forma enlouquecedora até que tudo o mais se vai minimizando e ficando insignificante. Embora no começo o homem se tenha aterrorizado com o poder hipnótico do Zahir, pouco a pouco ele ficou convencido de que, em vez de muitas aspirações e preocupações dispersas, era melhor reuni-las todas numa só: o Zahir as condensava todas. A própria realidade terrestre e celeste si encarnou no Zahir. O Zahir era uma moeda... |
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Estaremos
caminhando para um mundo de mercenários, de seres humanos hipnotizados
pelo dinheiro, incapazes de pensar/sonhar/trabalhar a não ser por
dinheiro? A vida requer muitos mais ingredientes que não se reduzem ao
dinheiro ou que não são monetarizáveis. Há que propor uma nova ordem
tri-cérebro-grupal, ecosistêmica, que o referencial do Show do Jogo
Mundial representa de forma inclusiva em seus 16 cenários.
PARTE 3. SHOW DO JOGO MUNDIAL EM QUE JOGAMOS
Usando esses novos conceitos derivados do princípio tri-uno que se repete sob diferentes formas e diferentes escalas, chegamos ao referencial/mapa do Show do Jogo Mundial, para representar a realidade global. Esse referencial supera e substitui conceitos divisionistas como Oriente/Ocidente, Norte/Sul, capitalismo/socialismo, primeiro/terceiro mundo, ciências exatas/ciências sociais, ciência/religião e outros divisionismos, derivados de uma percepção unilateral, de coisas separadas uma a uma. A este modo de percepção deformada chamamos – paradigma monádico.
Este referencial está disposto em 16 cenários, cada qual formando uma tríade ou jogo triádico horizontal que, por sua vez, é parte de outras tríades ou jogos triádicos verticais e transversais.
Este modelo gráfico traz, na primeira coluna da esquerda, o número e o títrulo de cada um dos 16 cenários ou níveis em que está desenhada a estrutura atual do planeta com seu processo evolutivo, da base ao topo. As outras três colunas representam tríades sempre em transformação. Os movimentos libertários, heréticos e subversivos são de cenários subordinados – antioficialistas - em disputa com cenários superiores – oficialistas: correm da esquerda para a direita e de baixo para cima. A ortodoxia, o conservadorismo e a repressão correm da direita para a esquerda e de cenários superiores para os inferiores. Nem tudo que aparece no lado esquerdo do modelo atua como antioficial libertário hoje em dia; nem tudo que aparece no lado direito atua como repressor atualmente, já que as peças desse xadrez global se movimentam de modo pouco previsível.
De baixo para cima, os primeiros 5 cenários ou níveis estão formados pela energia-natureza e seu determinismo reprodutivo-alimentar. Do cenário 6 a 9 são os quatro níveis dentro de um país. O cenário 10 é de transição para os quatro cenários supranacionais de 11 até 14. O cenário 15 é a representação virtual da realidade planetária; e o cenário 16 é a representação do imaginário universal ou escatológico (o que vem depois da morte). O modelo abrange, numa única ilustração, o que se supõe ser o começo, o meio e o fim da realidade universal da aventura humana, uma narrativa de origem e destino comuns. A fraternidade universal. Esta “narrativa” é tridimensional ou triadizada, formando um continuum do micro ao macro, sem separar o que seja “a natureza”, o humano, a organização social e o mundo sobrenatural. Sem separar “infra-estrutura e superestrutura”. Sem aceitar vidas isoladas, responsabilidades exclusivamente individuais, grupos e países totalmente independentes e autodeterminados, já que tudo é sistêmico e se move em cadeia. Sem aceitar campos de conhecimento “exatos” e outros “não exatos”, superiores e inferiores, científicos e não científicos, mas apenas com campos de observação/interação evolucionando mais lentamente ou mais aceleradamente. Sem separar vida nacional e internacional, sem dividir cotas de carbono, de oxigênio etc. O ecossistema é tri-uno em graus progressivos de complexidade, e não é separado ao gosto dos poderes políticos, econômicos e sacrais obsoletos, que insistem em deter a marcha de todos os seres, saberes e poderes rumo a um destino comum. O Show do Jogo Mundial contém tudo o que pensam, revelam e fazem filósofos, poetas e empreendedores. É, também, o labirinto em que vivemos.
Recomenda-se ampliar e imprimir este quadro para acompanhar as informações que se produzem/recebem todos os dias sobre cada um dos 16 cenários e seu entrevero global. Cada interessado poderá ir acumulando e classificando informações até ter seu próprio “Dossiê do Jogo Mundial”. Quanto mais alto um nível de oficialismo (os poderosos, os de cima na pirâmide social, os donos, os detentores do comando do jogo) mais tem e costuma apresentar uma visão eufórica do mundo, pois os oficialistas são sempre os ganhadores máximos. O planeta é um império e, por isso, uma máquina imperial de centralização e hierarquização da riqueza financeira, mas não de todos os satisfatores – porque sobram alguns que não foram monetarizados ou transformados em mercadoria.
A visão que se apresentará a seguir é a visão do todo, com a dinâmica tri-una que governa essa jaula tridimensional em cada um dos 16 cenários, com predadores e suas vítimas, mas também com potenciais impugnadores e revolucionários. Vamos descrever brevemente o conceito de cada cenário ou nível, apresentar algo relevante em seu domínio e algo da problemática que requer inovação. A prospectiva e as propostas alternativas vêm mais adiante, na apresentação do Manifesto da Proporcionalidade.
CENÁRIO 01 – Energia . 
Este modelo gráfico, em forma ondulada, substitui a anterior idéia de átomo como um minúsculo sistema solar, porque cada parte do átomo está composta de partículas ainda menores, que a Física quântica representa neste formato de âncora. É a energia “primordial” como três linhas de força, como um campo eletromagnético com três posições ou vetores, como um conjunto tri-uno de cores mutantes ou de quarks, multiplicando-se como num caleidoscópio giratório no micro e no macro, no inferior e no superior, no anterior e no posterior. É por isso que se fala de tri-membração e que tudo deve ser visto como conjuntos tri-unos: três em um e cada qual como um de três. Referimo-nos a esse conceito, também, como “princípio tri-uno”, unidade tripartite, o invisível “motor tri-uno” de tudo ou “dinâmica governante” de tudo. Ele é universal, se repete, é recorrente na construção/evolução de tudo.
Os que captaram isso estão redefinindo a realidade como eventos ou jogos tri-unos ou tripartites; conjuntos de relações desde um mínimo de três como o sistema tri-cérebro-grupal; como o rodízio do “eu-tu-ele” da comunicação, as relações familiares matri-patri-filiais, as posições de direita-esquerda-centro etc. tudo recorrência, eco ou repetição do mesmo princípio e formato de três. Desde faz pelo menos uns 3.000 anos, as intuições religiosas sobre deuses e origem do mundo são quase todas tri-unitárias.
A Astronomia, com seus telescópios e naves interestelares, insiste em perseguir e entender o Big Bang e outras teorias alternativas de formação do presente universo. A última novidade é que há fragmentos cósmicos (“morte de estrelas” e sua transformação noutras) que podem indicar quais estrelas antepassadas terão sido “o pai e a mãe” do sol. Os aceleradores de partículas estão parados desde a comprovação da estrutura tri-una das partículas elementares que criam a infinita variabilidade do universo. As verbas para essas pesquisas se estancaram com o fim da batalha com a ex-URSS.
A idéia de que a energia é uma “conspiração triádica”, é um parto de trigêmeos xifópagos inseparáveis, de que os três elementos/lados/vetores/subgrupos são cúmplices entre eles, são simultâneos e universais, de que os três elementos de qualquer sistema se autocriam, se auto-organizam se autodesorganizam e reorganizam, se auto-apóiam, se contrabalançam tri-reciprocamente, formam coalizões naturais e estão em cadeia tri ou multidimensional do micro ao macro, essa idéia ainda não avança. A percepção e ação monádicas seguem imperando junto com a megalomania e falta de humildade que isso implica. Mas é urgente passar do monólogo do uno, ao diálogo do dois e daí ao triálogo do três, se é que se deseja vida planetária a mais longo prazo.
Olhando para o modelo gráfico do Cenário 1, a entropia (decadência, caos e morte final) aparece como o lado oficial da energia, que terminará por predominar: será a transformação do universo num imenso caldeirão de fogo/calor ou a morte térmica do universo.
A neguentropia ou a composição de seres em níveis cada vez mais complexos é o lado antioficial, significando que a vida é um milagroso nadar contra a correnteza, um esforço anticaos, antientrópico para adiar a decomposição e a morte. E é um esforço para deter a tendência rumo ao excesso de oficialismo e de hierarquia institucionalizada que criam tirania, pobreza, mistério e medo para os demais subgrupos.
Não basta altercar com o jogo triádico e sua preferência pelo oficialismo. Somos joguetes e robôs desse jogo, tanto os oscilantes, como os antioficiais e, no final de contas, até os oficiais. O jogo triádico se alimenta dos que o jogam. Há que aprender a domá-lo, limitá-lo e mantê-lo o mais próximo possível da proporcionalidade tri-una.
CENÁRIO 02 – AMBIENTE . 
Este modelo gráfico ilustra a idéia de sistema ou pacote de energia tri-una concentrada. Tudo é sistema. O mundo é uma rede tridimensional de sistemas. Tudo é fluxo de transformação de energia através de sistemas. Esse fluxo tem três momentos que se representam por conceitos como: a) estímulo ou recepção-insumo-custo; b) metabolismo ou trabalho-processamento-transformação; c) resposta ou saída-entrega-produto-benefício, tudo enlaçado por um circuito de feedback reforçador ou corretivo para controle e direção do sistema todo. Por exemplo: uma panela começa por “receber” ingredientes-insumos; durante algum tempo os ferve-processa; ao final, “entrega” um novo produto transformado, que o circuito de feedback controla. Todo e qualquer processo sistêmico, além de seu produto, deixa sempre algum resíduo ou lixo que vai ser ingrediente-insumo de outro sistema receptor.
Nosso organismo, o cérebro e cada célula do corpo fazem o mesmo. Um país faz o mesmo: importa; transforma; exporta e faz feedback ou ajustes. O planeta importa energia solar; transforma-a; e entrega produtos ao longo da cadeia ecossistêmica, deixando resíduos recicláveis por seus delicados e automáticos circuitos de feedback. Esses circuitos de autocontrole natural estão-se danificando por interferência excessiva da atuação dos humanos, movidos por sua maximocracia. Um colossal egoísmo frente aos demais seres.
Na linguagem sistêmica triádica, “insumos” e “produtos” referem-se aos (bens) satisfatores das necessidades de um sistema qualquer. No interior do gráfico de sistema, aparece uma espécie de âncora que representa a natureza triforme e tridimensional da energia e sua dinâmica de autopropulsão.
Os humanos, que no modelo do Show Mundial são o lado antioficial (suicida) do ecossistema planetário-solar, seguem sem assinar ou cumprir os protocolos internacionais de proteção ambiental, principalmente os norte-americanos. Não param os maus-tratos e a destruição de espécies como se o ser humano fosse um assassino em série atuando em todo o planeta. Metem-se com os transgênicos, estão fuçando o código genético, o código físico-químico e começam a assediar cometas e outros planetas. Demorou muito tirar o minúsculo planeta terra do centro do universo. Falta tirar o narcisismo humano do centro do universo; falta destronar a espécie humana da sua ilusão de ser o píncaro do mundo; e falta destronar o oficialismo de seu Olimpo.
O oficialismo anglo-americano, endeusado por suas conquistas na Idade Moderna, está violentando todos os limites, por sua pressa em corrigir o processo evolutivo cósmico ou a natureza. Seria de esperar uma redefinição e reinserção da espécie humana na rede ecossistêmica global, com um pouco mais de humildade e reverência.
Diante da perda de biodiversidade, da ameaça de escassez de recursos, inclusive de água, os subgrupos oficiais dos países dominantes apelam para a “internacionalização” de florestas, recursos e riquezas naturais dos países pobres e descontentes, mas não de riquezas e privilégios dos países ricos e contentes. Guerra do império contra a sustentabilidade.
A pesar de tudo, a natureza ou o ecossistema continua sendo cibernético-sistêmico-triádico como sempre foi. O feedback natural tarda mas não falha em castigar-corrigir as desproporções. Além do excesso de oferta ou falta de demanda suficiente, os limites físicos do ecossistema serão a barreira instransponível do oficialismo e seu atual processo econômico predatório. Não há planeta bastante para tanta cobiça.
CENÁRIO 03 – Circuito de Feedback. Cérebro e CCF: Ciclo Cibernético de Feedback ou Transformação
O modelo gráfico, à esquerda, ilustra o cérebro tri-uno ou tri-membrado e cada uma de suas partes repetindo o mesmo modelo tri-uno. O cérebro é o aparelho neuronal-nervoso dos mamíferos para seu ciclo retro-circular y neo-circular de informação, autocontrole e orientação: Ciclo de feedback . Todos os sistemas naturais já vêm com seu aparelho de feedback, ainda que menos elaborado. Cada um dos três blocos, se usado em suas funções sem estar conectado e em harmonia com os outros dois, produz a esquizofrenia monádica - três “eus” ou três personalidades incoerentes; e produz a psicopatia, o fanatismo ou fundamentalismo coletivo, seja religioso, político-econômico ou científico. É difícil avaliar qual fundamentalismo traz piores conseqüências:
O do mercado, finanças e guerra do cérebro central, que mata e empobrece o mundo e só enriquece uns 10% da humanidade?
O das religiões que envenena o cérebro direito e produz uma imensidão de alienados e alguns homens-bomba e “mártires”?
O da política que envenena o cérebro esquerdo com nacionalismos, demagogia, racismos e “heróis”?
O uso dos três cérebros de maneira bem conjugada produz a racionalidade, a eficiência e a beleza da vida, uma personalidade bem integrada e uma coletividade de convivência harmônica. Mas o procedimento mais comum é usar os três cérebros num formato “dois contra um”, privilegiando dois deles. Isso ainda não produz morbidez, se os três atuam dentro da proporcionalidade. De todas as maneiras, a lógica do plural e do complexo arranca da lei do três, supõe os três cérebros e seu Ciclo Cibernético de Feedback, funcionando em nível cada vez mais elevado.
O modelo gráfico, à direita, mostra o desdobramento das funções do tricerebrar mínimo (que se vê ao centro – pensar, criar, fazer) articuladas num único percurso de dez passos. É o itinerário completo requerido para tratar qualquer situação, tema ou problema, ou seja: diagnosticar, escolher estratégias e governar/pilotar um sistema para sobreviver e ter êxito em seu entorno. O conjunto se denomina “Ciclo” porque é repetitivo, recorrente; “Cibernético” porque é computacional; e “de Feedback” porque sua função maior é regular e controlar o que acontece com o sistema.
Ao centro do CCF expandido, à direita, aparecem linhas que indicam quatro níveis. Isso ilustra este fato: Ainda que todos os mamíferos tenham três cérebros (os não-mamíferos têm um sistema nervoso à sua maneira) que funcionam como um CCF integrado, seu desempenho pode dar-se em quatro diferentes níveis de eficiência, desde o mais primitivo, inconsciente e instintivo, até o mais sofisticado, consciente e elevado. Todos os seres têm e usam um CCF mínimo (de nível 1), que é hereditário, biológico e determinista, com feedback automático. Os mamíferos que conseguem ir além do nível 1 tornam-se cada vez menos instintivos e mecânicos e cada vez mais livres e autodeterminados, conforme sua evolução chegue ao nível 2, 3 ou 4.
Quanto mais alto o nível alcançado, entretanto, funciona cada vez menos o feedback automático, funcionando cada vez mais a liberdade e o livre arbítrio individual. Por isso, é imprescindível impor critérios éticos, morais, racionais, da lei e da repressão para manter os três cérebros e os três subgrupos dentro dos limites da proporcionalidade. Esses critérios são mais essenciais ao oficialismo que tem maior vocação e inescrupulosidade “naturais” para impor seu cérebro central e sua maximocracia, ludibriando a ética, a lei e os demais subgrupos.
Os três cérebros, criados pela realidade co-evolutiva, mas ao mesmo tempo “criadores, inventores ou adaptadores de realidades” podem ser usados como um conceito central, uma encruzilhada e alfândega por onde entra e sai toda e qualquer realidade. Podem ser usados:
•

global tri-unity















